quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Muito próximo de Jesus

Certa vez, um jovem adolescente seguiu Jesus junto a uma multidão de cerca de dez mil pessoas. Cinco mil era a quantidade só de homens, fora mulheres e crianças.
Aquele garoto aproximou-se o mais que pode do Senhor e dos discípulos. Estava tão maravilhado com o pão espiritual servido por Jesus que até esqueceu de comer a sua refeição, certamente preparada com carinho pela sua mãe. Cinco pães de cevada, discos finos feitos de trigo, mais 2 pequenos peixes - uma refeição para um trabalhador mirim. O Evangelho de Marcos, capítulo 6 diz que a tarde já declinava e a fome assolava a multidão.
Por estar próximo de Jesus, foi alvo dos seus discípulos que procuravam recolher alimento para amenizar aquela situação crítica. Pego de surpresa, entregou tudo o que tinha. O "tudo" que aquele menino entregou, que significava quase nada diante de tão grande necessidade, nas mãos do Senhor Jesus transformou-se numa abundante refeição para a numerosa multidão que comeu fartamente.
Podemos inferir que o adolescente levou prá casa doze cestos cheios de pães e peixes que sobejaram. (João 6.1)

Havia uma mulher,desenganada pela medicina e que gastara com os médicos todos os seus haveres. Vivia o seu drama de saúde por longos e penosos doze anos.
Um dia aquela mulher, impulsionada pela sua fé e determinação, sabendo que Jesus estava passando por sua cidade, correu ao Seu encontro. A multidão que cercava o Mestre não foi impedimento para que ela buscasse estar muito próxima de Jesus.
Ao tocar a orla da veste de Jesus, seu corpo enfermo foi inundado por um "poder" curador que fluia do Médico dos médicos.
Aquela mulher retornou prá casa completamente curada, livre do flagelo que a afligia há doze anos. (Lucas 8.43)

Voltava do campo para a cidade de Jerusalém, um homem, natural de Cirene, por nome Simão. Atraído pelo alvoroço da multidão, aproximou-se e contemplou mais um espetáculo de execução da pena capital romana da crucificação.
Algo chamou a sua atenção e o fez aproximar-se o mais que pode daquEle personagem. Certamente já o vira antes e ouvira falar dos seus grandes feitos. Ousadamente chegou muito próximo de Jesus e foi surpreendido pela autoritária voz de um soldado que o constrangia a levar a cruz após Jesus.
Simão, cireneu, carregou aquela pesada cruz até o monte chamado Calvário, mas não foi ele quem foi pendurado nela e sim Jesus. (Lc.23:26)

Muitos chegam bem próximos ao Senhor Jesus e alcançam vitórias materiais e vivenciam a benção da multiplicação de seus bens. Outros aproximam-se de Jesus e movidos pela angústia e sofrimento chegam bem juntinho dEle e são alvo da virtude divina da cura física, surpreendendo e confundindo a medicina. Poucos são aqueles que chegam muito próximos dEle para tomar a sua cruz e levá-la sobre os ombros.

Medite sobre isso,

"Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma?  (Mt 8:34-37)




sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Por que?

Por que quanto mais amamos alguém, quanto mais essa pessoa é importante para nós, menos tempo passamos com ela?
Por que temos tanta dificuldade em demonstrar o quanto amamos as pessoas, se as amamos tanto?
Por que quando estamos mal e não queremos que ninguém perceba, todos percebem?
Por que quando estamos mal e precisamos que alguém perceba, ninguém percebe?
Por que na maioria das vezes que temos nosso coração aberto pra algo há mais dificuldade para que isso aconteça?
Por que quando temos pouca expectativa para algo nos surpreendemos?
Por que quando temos muita expectativa para algo, às vezes nos decepcionamos?
Por que quando temos tudo a perder com alguma situação, falhamos e deixamos que ela simplesmente aconteça e nos faça perder tudo?
Por que às vezes temos que amar tanto um alguém errado?
Por que nem sempre conseguimos ver um propósito nas coisas que se passam em nossa vida?
Por que temos tempo para tudo, até para coisas sem importância, mas quando se trata de Deus, que é o mais importante, às vezes não nos sobra um segundo?
Por que algumas feridas têm que aparecer em nossa vida?
Por que mesmo Deus movendo céus e terra a nosso favor, ainda não estamos satisfeitos?
Por que há tristezas e problemas que doem tanto?
Por que algo tão certo parece tão incerto quando mais precisamos da certeza?
Por que insistimos em fazer coisas tão horríveis a nós mesmos e que ainda entristeçam o próprio Deus?
Por que há coisas que não podemos comentar com ninguém aqui na Terra, pois simplesmente não nos compreenderiam?
Por que Deus é tão paciente e misericordioso conosco se nem merecemos?
Por que há coisas que devemos fazer, atitudes que devemos tomar que parece que nos arrancarão uma parte do coração?
Por que nos sentimos tão fracos e pequenos diante das situações se temos o Maior Alguém ao nosso lado?
Por que há tristezas que insistem em apertar-nos o coração?
Por que há situações que sabemos que só Deus nos entenderia?
Por que somos tão curiosos e queremos saber o por quê de tudo, sendo que os pensamentos de Deus são tão superiores e insondáveis?

Por que? Por que? Por que??
Por que saber o Porquê? Já vivemos até aqui, o que resta é seguir... e talvez descobrir.

Sarah Elaine Domingues Pereira - King´s Daughter

Pergunte ao Pr. Robinson

Poste aqui aquela questão, aquela dúvida que respondida trará edificação para você e para os que compartilharem delas.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará!"

O versículo 5 do Salmo 37 nos traz grande refrigério. Complementando o pensamento, o salmista diz no versículo 7: "Descansa no Senhor e espera nEle."
O pleno agir de Deus em nosso favor apoia-se em dois pilares - Confiar e Esperar.



Primeiramente podemos enfocar o "Confiar". O ato da entrega  exige confiança naquele a quem entregamos algo de valor, como o nosso futuro ("Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle").

Conheço a estória de uma equipe de botânicos que buscavam espécimes raros de flores. Chegando a uma região montanhosa, viram  uma dessas que brotara de uma parede rochosa, íngreme e de difícil acesso. Para alcançá-la, alguém precisaria escalar aquela rocha suspenso por uma corda. Passava por ali um jovem que se dispôs a colher aquela flor num arriscado rapel. Mas para isso precisaria se ausentar por uns minutos. Passado algum tempo, o jovem retornou com um senhor de cabelos brancos para segurar a corda aonde ele estaria suspenso. Indignados, os pesquisadores disseram que eles mesmos poderiam realizar aquela tarefa. O jovem resolutamente declarou: "-Quando eu estiver lá no alto, dependurado na extremidade daquela corda, quero ter a certeza de que quem vai estar segurando-a do outro lado será  meu PAI!".

Aonde está depositada a nossa confiança? Diz o salmista:  "Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus." (Salmo 20:7)

Naquela época, carros (bigas) e cavalos eram empregados na guerra e os exércitos punham a sua confiança na quantidade deste equipamento que podiam dispor. Semelhantemente, nós muitas vezes depositamos a nossa confiança primeiramente no nosso "arsenal" - nossa capacidade, inteligência, situação financeira, status, influência, conhecimentos e outros. Aí então “fazemos menção” do nosso Deus, isso quando fazemos. Ou então, quando tudo falha, aí é que nos lembramos de recorrer a Ele.

O que fazer quando o temor nos desafia? No Salmo 56 encontramos no versículo 3 e 4: “No dia em que eu temer, hei de confiar em Ti.” “...em Deus pus a minha confiança e não temerei”
Quando estamos no propósito da entrega, algumas vezes o temor nos toma de assalto. A atitude do salmista diante dessa situação demonstra que o temor não é uma quebra da confiança em Deus e sim um desafio ao nosso propósito de entregar o nosso caminho a Ele. Mas quando estamos convictos de que “em Deus pus a minha confiança...” produz-se em nós um ato reverso “e não temerei”, em outras palavras, o temor é anulado pela confiança em Deus!

Como lidar com as más notícias? Vivemos no século da comunicação. Just-in-time – “em tempo real” é o conceito que melhor traduz o nosso cotidiano. A ameaça de guerras, endemias, narco-tráfico, que muitas vezes se desenrolam do outro lado do mundo chegam até nós on-line. Boatos, notícias incertas sobre mudanças que podem prejudicar nosso emprego, nossa saúde, nossos interesses.
Essa overdose de informações, os “maus rumores”, também causam temor. A Palavra de Deus, mais uma vez prescreve o remédio: “Não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no Senhor” (Salmo 112:7).
O nosso coração precisa estar bem firmado, confiando no Senhor. Não podemos nos deixar abalar!



Bíblia Ilúmina

Esperança eterna! O Salmo 121, nos dois primeiros versículos diz: “Os que confiam no Senhor serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. Como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo, desde agora e para sempre.”
A cidade de Jerusalém foi edificada sobre o monte Sião e algumas vezes a Bíblia chama Sião, a cidade celestial; a Nova Jerusalém: “Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial” (Hebreus 12:22)
Isto quer nos mostrar que os que confiam no Senhor, têm esperança eterna. A nossa confiança ultrapassa os limites da morte. A nossa esperança primeira é a eternidade com Cristo! Qual a significância de um grande problema neste mundo comparado com a Paz do porvir?

Confiar não é se apoiar em entendimento humano! Confiar no Senhor é em essência um ato sobrenatural. É muito maior do que entender racionalmente como as coisas poderão acontecer. É pela Fé que confiamos!
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.” (Provérbios 3:5)
O intelecto muitas vezes atrapalha a Fé - A Fé não é lógica. Muitos dizem que a fé é cega, mas isto não é verdade. Precisamos saber em que cremos – na infalível Palavra de Deus!

O segundo pilar... ESPERAR!



ESPERAR...

ESPERAR... quem gosta?

O Salmo 27:14 diz: "Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor" . Esperar exige atitude! Exige força de vontade e ânimo. Dentro deste propósito, o Senhor nos ajuda dando-nos força para esperar o tempo que for necessário.

Será que temos idéia da grandeza do Universo? O macrocosmo com suas galáxias de dimensões fantásticas, repletas de corpos celestes que pasmam nossos cientistas a cada descoberta. O nosso pequeno planeta Terra é insignificante, um grão de areia do mar! - "Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele?" (Salmo 8:3,4).

Diante disso, nos impressiona a declaração do Salmo 40:1, "Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor". O salmista está dizendo que o Senhor inclina-se do seu Trono de Glória e os seus olhos estão atentos ao que acontece com o que nEle espera. O Senhor está atento ao clamor daquele que espera com paciência.

Mas a Bíblia diz que "a nossa natureza é pó" e no tempo de espera o desânimo quer se instalar; "Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem esperando o meu Deus" (Salmo 69:3). Quando já não temos palavras prá clamar, como Ana mãe de Samuel, quando não temos mais lágrimas para derramar, o próprio salmista, no mesmo Salmo aconselha: "quanto a vós outros que buscais a Deus, que o vosso coração reviva"   (v.32 b). Qual o segredo de tirar forças da fraqueza? O versículo 10 diz "Chorei, em jejum está a minha alma". O jejum é a arma espiritual para quando não temos mais forças para orar; "Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, a minha veste era pano de saco; humilhava a minha alma com o jejum, quando a minha oração não era respondida" (Salmo 35:13)
Perseverança regada com Louvor faz reviver o coração contra o desânimo; "Mas eu esperarei continuamente e te louvarei cada vez mais" (Salmo 71:14)

Há promessa de renovo - das forças - do cansaço dos que Esperam no Senhor: "Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão". (Isaías 40:31)

Resta-nos o exemplo do patriarca Abraão, apontado pelas Escrituras Sagradas como o "pai da fé": "E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa". (Hebreus 6:15)



O MAIS, O SENHOR FARÁ!

Cabe a nós o Confiar e o Esperar. Verdadeiramente, o Senhor fará tudo: "Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera". (Isaias 64:4)


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Manual Do Fabricante


Se caminharmos pelas ruas do centro comercial da cidade, veremos uma quantidade inimaginável de equipamentos disponíveis para o nosso consumo.
Para cada produto, encontraremos, anexo, as instruções de uso do mesmo, é o manual do fabricante. Ele nos orienta o modo correto de utilização do produto, evitando danos por uso indevido, aumentando assim o tempo de vida do produto.

Isto nos leva a pensar... O ser humano é fruto da criação divina, temos um Criador. 
Poucos atentam para o fato de que o Criador colocou ao nosso dispor um código de instruções de uso, um código de vida, um Manual do Fabricante.
 Nele encontramos orientação para o hábito alimentar saudável, normas de conduta, de relacionamento, enfim um manual de instruções para desfrutarmos da vida com qualidade.
Conta-nos uma história, que um excursionista explorava as regiões gélidas dos Alpes. Caminhava por uma trilha conhecida, quando repentinamente caiu uma tempestade de neve, comum naquele lugar. Este homem buscou refúgio em um pequeno chalé que fora construído exatamente com o propósito de abrigo, mas na fuga se desfez da sua mochila de excursão.



Verificou que no interior da pequena habitação havia, além da mobília, um estranho aparelho próximo a parede. A noite chegou rapidamente e a temperatura caiu drasticamente.

Desesperado aquele homem pegou um livrete que estava sobre o aparelho desconhecido e dispondo de alguns palitos de fósforo ateou fogo em cada uma das páginas do livrete, uma a uma, e desta forma conseguiu um pouco de calor.
 Ainda era madrugada quando foi consumida a última página !

No dia seguinte a nevasca, uma equipe de resgate percorreu a trilha e encontrou, com pesar, aquele excursionista caído no chão do chalé, sem vida. Havia morrido devido a baixíssima temperatura.

Os integrantes daquela brigada de salvamento, não entendiam como aquela tragédia poderia ter ocorrido, uma vez que o chalé era provido de um aparelho de calefação de última geração, equipado com bateria que lhe dava autonomia de alguns dias no aquecimento do interior daquele chalé... e o mais impressionante é que o manual de instruções fora deixado cuidadosamente sobre ele, à fim de orientar o refugiado sobre a utilização do mesmo !

O Criador, nos deixou o Manual do Fabricante, a Bíblia Sagrada, mas se não tomarmos conhecimento das instruções contidas nela, não poderemos desfrutar da qualidade de vida que o Criador garante, e teremos que arcar com os danos causados pelo mau uso.

Qualquer dúvida, ligue para o “SAC*, 0800-O.R.A.Ç.Ã.O.”


*SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor.




Pr Robinson Guedes Pereira

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Filho da Consolação"

Nos primeiros dias da igreja primitiva, surge um personagem, cujo nome aparece 29 vezes na Bíblia (NT). Apesar disso pouco ouve-se falar dele nos púlpitos das nossas igrejas. A primeira vez que seu nome é mencionado encontra-se no capítulo 4 do livro de Atos:

"E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.
Então, José, cognominado, pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da Consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos."


José era o seu nome, mas curiosamente os apóstolos lhe atribuiram um sobrenome, um apelido carinhoso; "Filho da Consolação", que poderíamos traduzir também como ajudador, consolador, exortador.
O texto nos diz ainda que Barnabé era natural da ilha de Chipre e era da tribo de Levi, um levita!
Ele aparece num momento de necessidade da igreja recém inaugurada no Dia de Pentecoste, quando os discípulos propuseram, voluntariamente vender suas propriedades, entregando o valor percebido aos apóstolos. José, chamado Barnabé, numa atitude de cooperação e envolvimento com a necessidade da igreja, vendeu um terreno que possuia e depositou o preço do mesmo aos pés dos apóstolos. Que estréia marcante deste seguidor do Caminho!
Logo em seguida, em Atos 9 vemos Barnabé atuando em conformidade com seu cognome:

"Tendo chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus. Estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do Senhor. Falava e discutia com os helenistas; mas eles procuravam tirar-lhe a vida. Tendo, porém, isto chegado ao conhecimento dos irmãos, levaram-no até Cesaréia e dali o enviaram para Tarso."

Saulo de Tarso, recém convertido à Cristo, procurou a companhia dos seus novos companheiros e irmãos em Cristo mas... foi recebido friamente e com desconfiança, pois não acreditavam na sua conversão. Foi aí que Barnabé tomou-o consigo e demonstrou a autenticidade da conversão de Saulo, agora transformado em Paulo e como ele pregava o evangelho com ousadia. Os apóstolos e demais discípulos entenderam, mas curiosamente tomaram uma atitude "confortável"; enviaram Saulo para Tarso, sua terra natal... e o deixaram lá!


Muitas vezes a igreja dos nossos dias age de maneira semelhante, discriminando e duvidando da conversão daqueles com a vida pregressa de violência, prostituição, de andarilhos, enfim de uma vida à margem da sociedade. Precisamos de "Filhos da Consolação" nas nossas comunidades. Homens e mulheres envolvidos com os novos convertidos. O Senhor Jesus disse que nós deveríamos fazer discípulos, não sómente "pregar o evangelho".


Em virtude da forte perseguição à igreja à partir do apedrejamento do jovem Estevão, muitos discípulos fugiram para diversas regiões. Na rota de fuga, testemunhavam a fé em Jesus Cristo. Muitos da cidade de Antioquia se converteram. Chegando essa notícia aos apóstolos em Jerusalém trouxe alegria, mas também a necessidade de enviar obreiros para lá. A escolha do obreiro era óbvia, alguém que já vivia o evangelho prático; José, chamado Barnabé. Assim a Bíblia relata:

A notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia. Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo;
 

Reconhecidamente Barnabé era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Lembrou-se de Saulo que estava há muito em Tarso, para onde o haviam enviado. Num ato de amor e consideração, foi até lá e trouxe de volta aquele que hoje conhecemos como o grande apóstolo Paulo. Homem que marcou a história da Igreja. Barnabé era tio de João, que tinha por sobrenome Marcos, com o qual fez viagens missionárias. Não por acaso este se tornou um dos escritores bíblicos, escrevendo o Evangelho de Marcos.
Quando Pedro estava preso em Jerusalém e ia ser morto como Tiago, irmão de João fôra, a igreja fazia oração intercessória por ele na casa de uma tal Maria... mãe de João, cognominado Marcos. Inferimos que Barnabé era irmão dessa Maria. Este fato não foi um acaso também. Certamente seus familiares sofreram forte influência do "Filho da Consolação!


A Igreja de hoje precisa urgentemente de Barnabés.